quinta-feira, 2 de abril de 2009
SAUDE DE ACAILANDIA NA UTI
acailandia estar vivendo um dos piores momento de sua vida, como se nao bastasse o enriquecimento ilicito de toda familia e amigos do prefeito ildemar goncaves,a situacao do hospital municipal vai de mal a pior, quem quiser ver e so dar uma passadinha na ala nova construida pela administracao do prefeito, pois o forro de gesso estar cedendo com a grande quantidade de goteiras, e o povo correndo um serio risco de a qualquer momento o teto desabar sobre os internados, outro fato alarmante aconteceu recentimente, durante uma cirurgia faltou energia eletrica e mesmo a prefeitura tendo comprado um grupo gerador se dizendo automatico, o mesmo nao ligou quando faltou energia eletrica, causando com isso quase que a morte do paciente e olha que segundo imformacoes esse grupo gerador que no mercado normal estar em torno de R$ 30.000.000 reais a prefeitura pagou pelo mesmo cerca de R$ 80.000.00 reais outro problema serio e a lavanderia do hospital, segundo imformacoes de funcionarios do hospital, as maquinas industrias que haviam no local foram substituidas por maquina de lavar de uso domestico,mesmo assim a vigilancia sanitaria jamais vai la fiscalizar esse fato pois todos temem o todo poderoso dr. petronio goncalves. sem contar que funcionarios estao trabalhando sem protecao nenhuma, isso e apenas um pingo d,gua no oceano porquer se fomos falar irregularidades aqui dessa administracao nao vai sobrar espaco, segundo imformacoes durante a gestao do ex secreatario de saude, foi descoberto um esquema de roubalheira na secretaria feito por ele dr. marcondes e sua secretaria sra. naura esposa do sr. marcelo cunhado do todo poderoso elson santos,por esse motivo o mesmo foi demitido, dias depois a sra naura tambem foi demitida de mentirinha, depois deram um jeito e colocaram a moca no setor de transporte, ou seja colocaram uma raposa pra cuidar de um galinheiro, enquanto isso a populacao fica a mercer da sorte sem ter a quem recorrer, pois a nova camara de vereadores e totalmente omissa nessa situacao, pois a mesma so defendem os interesses do prefeito e de seu bando, segundo imformacoes de funcionarios do hospital municipal de acailandia o hospital estar a tempo sem comando, onde funcionarios vao trabalhar quando bem entendem ou querem, alem de funcionarias manterem ate relacoes sexuais dentro da reparticao que era pra ser de saude...
BRASILEIROS, POLÍTICOS E LADRÕES
quando elegemos novos ladrões para ocuparem cargos de prefeitos e vereadores. Todos eles, sem exceção, pedem votos, prometendo trabalhar por um Brasil melhor. Deveriam servir ao povo, mas na verdade servirão a eles mesmos, com raras e honrosas exceções.
A grande maioria ficará mais rica, multiplicará seu patrimônio, dará empregos e bons salários aos seus familiares, enquanto o país empobrece. A população sabe disso, mas continua votando neles. Patifes democraticamente eleitos continuarão se perpetuando no poder, com a anuência dos milhões de tolos que foram incapazes de distinguir um trapaceiro de um homem honesto. São os mesmos tipos de vigaristas de eleições passadas, a mesma maneira de roubar, os mesmos subornos. Um número significativo dos que se elegem formam quadrilhas, cujo principal objetivo é enriquecer com o dinheiro que deveria ser empregado em benefício da população.
Muitos prefeitos comprarão vereadores, que retribuirão, aprovando leis para beneficiá-los. As exceções existem, mas são poucas. A eleição parece legitimar o roubo. As chaves dos cofres públicos serão entregues nas mãos de salafrários. É o mesmo que colocar raposas para tomar conta de galinheiros. Por se considerarem imunes às leis que fazem questão de ignorar, tais facínoras não hesitarão em cometer peculato, certos de que jamais serão apanhados.
Esses políticos velhacos aproveitarão o período em que estiverem no poder para desviar verbas com as quais comprarão iates, carros novos, mansões, apartamentos de luxo, etc. Muitos tornar-se-ão latifundiários, invadirão terras da União, receberão "doações oficiais" de terrenos do Estado e do Município. Outros criarão Fundações e empresas fantasmas, encabeçadas por "laranjas", escolhidos a dedo entre os idiotas que os elegeram. As verbas desviadas engordarão suas contas bancárias em paraísos ficais. A certeza da quase impunidade é um incentivo aos desmandos. Por tudo isso é que quase nenhum político merece total confiança da população. A prática tem demonstrado que todo aquele que é denunciado por falcatruas não consegue explicar satisfatoriamente a origem do seu patrimônio.
Mas, lenta e inexoravelmente, as coisas começam a mudar. Esses politiqueiros infames estão sendo desmascarados pela imprensa, em resposta ao clamor dos cidadãos honrados que se recusam a aceitar tanta desonestidade. Somente nas duas últimas décadas vários deles foram pegos.
Perdeu o cargo o mais popular dentre todos os escroques que já ocuparam a Presidência da República, acusado de haver cometido irregularidades que, por baixo, chegavam a 350 milhões de dólares. Um ministro de estado, que chamava cachorros de seres humanos, foi flagrado recebendo 30.000 dólares para facilitar a liberação de recursos do FGTS. Uma CPI desbaratou a quadrilha dos anões do orçamento, da qual faziam parte governadores, ministros, deputados e senadores, especializada em receber propinas para favorecer empreiteiras e desviar recursos para entidades assistenciais fantasmas. Um outro ministro premiava deputados com R$ 200.000,00 para votarem a favor da emenda que permitiu a reeleição do presidente da República, governadores e prefeitos. Veio a público que um grupo de vereadores paulistas, de comum acordo com o prefeito, lotearam a cidade de São Paulo, num plano para extorquir vendedores ambulantes e pequenos comerciantes. Descobriram um governador cuja quadrilha firmava contratos sem licitação, favorecia empresas em concorrências públicas fraudulentas e dava proteção à chamada "banda podre" da polícia carioca. Passou a fazer parte do nosso vocabulário a palavra "precatório", ao tomarmos conhecimento de que governadores e prefeitos provocaram um rombo de 240 milhões de dólares nos cofres públicos. Soubemos que dois governadores paulistas haviam produzido outro rombo ainda maior, de 20 bilhões de reais, no Banespa. Foram interrompidas as atividades da máfia dos bingos, cujo padrinho era um deputado da própria CPI que a investigava. Foi fechada uma das muitas torneiras da Previdência, que enriquecia juizes, procuradores e advogados, especializados em ações judiciais fraudulentas, onde eram usados até nomes de pessoas mortas. A Polícia Federal persegue gatunos de colarinho branco, responsabilizados por operações fraudulentas nos Bancos Marka e FonteCindam, com o aval do Banco Central do Brasil, num prejuízo aos cofres públicos que chega a 1,5 bilhão de reais. Um deputado federal está preso por chefiar grupo de extermínio também especializado em roubo de cargas e comércio de drogas. A Interpol caça um juiz que tinha comparsas no Palácio do Planalto, e que foi responsável pelo desvio de verbas na construção de um prédio público inacabado, no qual foram gastos aproximadamente 263 milhões de reais. Fatos, fatos e mais fatos que demonstram o mau-caráter da grande maioria dos nossos homens públicos.
Como se tudo isso não fosse suficiente para comprovar a torpeza desses políticos desprezíveis, deputados e senadores acabam de aprovar um projeto que anistia todos aqueles que cometeram crimes eleitorais entre 1996 e 1998. A esse ato ignóbil chamamos de quebra de decoro parlamentar. Os parlamentares que se anistiaram têm um grave defeito: legislam em causa própria. Somente isso já é motivo mais que suficiente para que sejam execrados pelos eleitores. Na verdade, por terem abusado das suas prerrogativas constitucionais, deveriam ser expulsos, a ponta de baioneta, do Congresso que desonraram.
O cidadão honesto não pode mais continuar votando nesses gatunos do dinheiro público. Esse é o momento de lembrar de todos aqueles que estão espoliando o Brasil. Os acontecimentos que vivenciamos precisam ficar bem gravados nas mentes de cada um de nós, pois estará em nossas mãos o destino desses canalhas que, cinicamente, invadem nossos lares, nas propagandas do rádio e da TV, diariamente, em busca de votos. Quem contribuir para eleger qualquer um desses bandidos estará sendo cúmplice de crime hediondo contra a Nação brasileira.
A grande maioria ficará mais rica, multiplicará seu patrimônio, dará empregos e bons salários aos seus familiares, enquanto o país empobrece. A população sabe disso, mas continua votando neles. Patifes democraticamente eleitos continuarão se perpetuando no poder, com a anuência dos milhões de tolos que foram incapazes de distinguir um trapaceiro de um homem honesto. São os mesmos tipos de vigaristas de eleições passadas, a mesma maneira de roubar, os mesmos subornos. Um número significativo dos que se elegem formam quadrilhas, cujo principal objetivo é enriquecer com o dinheiro que deveria ser empregado em benefício da população.
Muitos prefeitos comprarão vereadores, que retribuirão, aprovando leis para beneficiá-los. As exceções existem, mas são poucas. A eleição parece legitimar o roubo. As chaves dos cofres públicos serão entregues nas mãos de salafrários. É o mesmo que colocar raposas para tomar conta de galinheiros. Por se considerarem imunes às leis que fazem questão de ignorar, tais facínoras não hesitarão em cometer peculato, certos de que jamais serão apanhados.
Esses políticos velhacos aproveitarão o período em que estiverem no poder para desviar verbas com as quais comprarão iates, carros novos, mansões, apartamentos de luxo, etc. Muitos tornar-se-ão latifundiários, invadirão terras da União, receberão "doações oficiais" de terrenos do Estado e do Município. Outros criarão Fundações e empresas fantasmas, encabeçadas por "laranjas", escolhidos a dedo entre os idiotas que os elegeram. As verbas desviadas engordarão suas contas bancárias em paraísos ficais. A certeza da quase impunidade é um incentivo aos desmandos. Por tudo isso é que quase nenhum político merece total confiança da população. A prática tem demonstrado que todo aquele que é denunciado por falcatruas não consegue explicar satisfatoriamente a origem do seu patrimônio.
Mas, lenta e inexoravelmente, as coisas começam a mudar. Esses politiqueiros infames estão sendo desmascarados pela imprensa, em resposta ao clamor dos cidadãos honrados que se recusam a aceitar tanta desonestidade. Somente nas duas últimas décadas vários deles foram pegos.
Perdeu o cargo o mais popular dentre todos os escroques que já ocuparam a Presidência da República, acusado de haver cometido irregularidades que, por baixo, chegavam a 350 milhões de dólares. Um ministro de estado, que chamava cachorros de seres humanos, foi flagrado recebendo 30.000 dólares para facilitar a liberação de recursos do FGTS. Uma CPI desbaratou a quadrilha dos anões do orçamento, da qual faziam parte governadores, ministros, deputados e senadores, especializada em receber propinas para favorecer empreiteiras e desviar recursos para entidades assistenciais fantasmas. Um outro ministro premiava deputados com R$ 200.000,00 para votarem a favor da emenda que permitiu a reeleição do presidente da República, governadores e prefeitos. Veio a público que um grupo de vereadores paulistas, de comum acordo com o prefeito, lotearam a cidade de São Paulo, num plano para extorquir vendedores ambulantes e pequenos comerciantes. Descobriram um governador cuja quadrilha firmava contratos sem licitação, favorecia empresas em concorrências públicas fraudulentas e dava proteção à chamada "banda podre" da polícia carioca. Passou a fazer parte do nosso vocabulário a palavra "precatório", ao tomarmos conhecimento de que governadores e prefeitos provocaram um rombo de 240 milhões de dólares nos cofres públicos. Soubemos que dois governadores paulistas haviam produzido outro rombo ainda maior, de 20 bilhões de reais, no Banespa. Foram interrompidas as atividades da máfia dos bingos, cujo padrinho era um deputado da própria CPI que a investigava. Foi fechada uma das muitas torneiras da Previdência, que enriquecia juizes, procuradores e advogados, especializados em ações judiciais fraudulentas, onde eram usados até nomes de pessoas mortas. A Polícia Federal persegue gatunos de colarinho branco, responsabilizados por operações fraudulentas nos Bancos Marka e FonteCindam, com o aval do Banco Central do Brasil, num prejuízo aos cofres públicos que chega a 1,5 bilhão de reais. Um deputado federal está preso por chefiar grupo de extermínio também especializado em roubo de cargas e comércio de drogas. A Interpol caça um juiz que tinha comparsas no Palácio do Planalto, e que foi responsável pelo desvio de verbas na construção de um prédio público inacabado, no qual foram gastos aproximadamente 263 milhões de reais. Fatos, fatos e mais fatos que demonstram o mau-caráter da grande maioria dos nossos homens públicos.
Como se tudo isso não fosse suficiente para comprovar a torpeza desses políticos desprezíveis, deputados e senadores acabam de aprovar um projeto que anistia todos aqueles que cometeram crimes eleitorais entre 1996 e 1998. A esse ato ignóbil chamamos de quebra de decoro parlamentar. Os parlamentares que se anistiaram têm um grave defeito: legislam em causa própria. Somente isso já é motivo mais que suficiente para que sejam execrados pelos eleitores. Na verdade, por terem abusado das suas prerrogativas constitucionais, deveriam ser expulsos, a ponta de baioneta, do Congresso que desonraram.
O cidadão honesto não pode mais continuar votando nesses gatunos do dinheiro público. Esse é o momento de lembrar de todos aqueles que estão espoliando o Brasil. Os acontecimentos que vivenciamos precisam ficar bem gravados nas mentes de cada um de nós, pois estará em nossas mãos o destino desses canalhas que, cinicamente, invadem nossos lares, nas propagandas do rádio e da TV, diariamente, em busca de votos. Quem contribuir para eleger qualquer um desses bandidos estará sendo cúmplice de crime hediondo contra a Nação brasileira.
Corruptos e analfabetos políticos
Shakespeare, célebre conhecedor da natureza humana, faz com que Ângelo, em Medida por medida, pronuncie as seguintes palavras:
“Uma coisa é ser tentado e outra coisa é cair na tentação. Não posso negar que não se encontre num júri, examinando a vida de um prisioneiro, um ou dois ladrões, entre os jurados, mais culpados do que o próprio homem que estão julgando. A Justiça só se apodera daquilo que descobre. Que importa às leis que ladrões condenem ladrões?” (SHAKESPEARE, 1994:129)
O espetáculo da corrupção enoja e torna a própria atividade política ainda mais desacreditada. Os que detestam a política – como diria Brecht, os analfabetos políticos – regozijam-se. Os podres poderes fortalecem os argumentos pela indiferença e o não envolvimento na política. É o moralismo abstrato e ingênuo que oculta a ignorância e dissimula a leviandade egoísta dos que não conseguem pensar para além do próprio bolso.
O analfabeto político não sabe que sua indiferença contribui para a manutenção e reprodução desta corja de ladrões que, desde sempre, espreitam os cofres públicos, prontos para dar o golpe à primeira oportunidade que surja. Os analfabetos políticos não vêem que lavar as mãos alimenta a corrupção.
Quem cultiva a indiferença, o egoísmo ético do interesse particularista, é conivente com o assalto ou é seu beneficiário. O que caracteriza a república é o trato da coisa pública, responsabilidade de todos nós. Como escreveu Rousseau (1978: 107): “Quando alguém disser dos negócios do Estado: Que me importa? – pode-se estar certo de que o Estado está perdido”.
Eis o duplo equívoco do analfabeto político: nivelar todos os políticos e debitar a podridão apenas a estes. Os políticos, pela própria atividade que desempenham, estão mais expostos. No entanto, não há corrupção, sem corruptores e corrompidos. Pois, se a ocasião faz o ladrão, a necessidade também o faz.
Não sejamos hipócritas. Exigimos ética dos políticos como se esta fosse uma espécie de panacéia restrita ao mundo – ou submundo – da política. Mas, e a sociedade? Se o ladrão rouba um objeto e encontra quem o compre, este é tão culpado quanto aquele.
Ah! Não fazemos isto! E os pequenos atos inseridos na cultura do jeitinho brasileiro não são formas não assumidas de corrupção? Quem de nós ainda não subornou o policial rodoviário? Ou não vivemos numa sociedade onde honestidade é sinônimo de burrice, de ser trouxa, etc.? E como correr o risco de ser bobo quando a sociedade competitiva premia os mais espertos, os mais egoístas, os mais ambiciosos?
A bem da verdade, o ladrão aproveita a ocasião. Quem de nós nunca foi tentado? Quem de nós não cometeu algum deslize quando se apresentou a ocasião? Quem foi tentado e não caiu em tentação? Quem conseguiu manter a coerência entre pensamento e ação, discurso e prática? Os homens são julgados por suas obras e apenas através delas é que podemos comprovar a sua capacidade de resistir à tentação. Afinal, como afirma Shakespeare (1994: 201), através de Isabel, sua personagem: "A lei não alcança os pensamentos e as intenções são meros pensamentos".
O analfabeto político demoniza a tentação da política. Seu prêmio é a ignorância. E, muitas vezes, enojados e cansados diante do espetáculo propiciado pelos governos que se sucedem, somos tentados a imitá-lo e sucumbir à rotina do cotidiano que consome nossos corpos e pensamentos e nos oferece a substância anestésica capaz de dar a ilusão da felicidade.
Bem que tentamos ficar na superfície das aparências e nos contentarmos em, como os demais animais, simplesmente consumir e reproduzir. Mas só as bestas de todo tipo não refletem sobre a sua situação no mundo. Por mais alienado que seja, o ser humano tem condições de pensar criticamente, de compreender e de projetar seu próprio futuro. Esta pequena diferença em relação aos demais animais é que o torna o único animal capaz de produzir cultura e de fazer sua própria historia.
Não basta apenas criticar os que caem em tentação, é mister superar o comodismo do analfabetismo político. Pedagogicamente, educamos pelo exemplo. Não podemos exigir ética na política ou formar uma geração cidadã, consciente dos seus direitos e deveres e capaz de assumir a defesa da justiça social, se nossos exemplos afirmam o oposto. Afinal, mesmo os ladrões têm a sua ética. O personagem shakespeareano tem razão...
“Uma coisa é ser tentado e outra coisa é cair na tentação. Não posso negar que não se encontre num júri, examinando a vida de um prisioneiro, um ou dois ladrões, entre os jurados, mais culpados do que o próprio homem que estão julgando. A Justiça só se apodera daquilo que descobre. Que importa às leis que ladrões condenem ladrões?” (SHAKESPEARE, 1994:129)
O espetáculo da corrupção enoja e torna a própria atividade política ainda mais desacreditada. Os que detestam a política – como diria Brecht, os analfabetos políticos – regozijam-se. Os podres poderes fortalecem os argumentos pela indiferença e o não envolvimento na política. É o moralismo abstrato e ingênuo que oculta a ignorância e dissimula a leviandade egoísta dos que não conseguem pensar para além do próprio bolso.
O analfabeto político não sabe que sua indiferença contribui para a manutenção e reprodução desta corja de ladrões que, desde sempre, espreitam os cofres públicos, prontos para dar o golpe à primeira oportunidade que surja. Os analfabetos políticos não vêem que lavar as mãos alimenta a corrupção.
Quem cultiva a indiferença, o egoísmo ético do interesse particularista, é conivente com o assalto ou é seu beneficiário. O que caracteriza a república é o trato da coisa pública, responsabilidade de todos nós. Como escreveu Rousseau (1978: 107): “Quando alguém disser dos negócios do Estado: Que me importa? – pode-se estar certo de que o Estado está perdido”.
Eis o duplo equívoco do analfabeto político: nivelar todos os políticos e debitar a podridão apenas a estes. Os políticos, pela própria atividade que desempenham, estão mais expostos. No entanto, não há corrupção, sem corruptores e corrompidos. Pois, se a ocasião faz o ladrão, a necessidade também o faz.
Não sejamos hipócritas. Exigimos ética dos políticos como se esta fosse uma espécie de panacéia restrita ao mundo – ou submundo – da política. Mas, e a sociedade? Se o ladrão rouba um objeto e encontra quem o compre, este é tão culpado quanto aquele.
Ah! Não fazemos isto! E os pequenos atos inseridos na cultura do jeitinho brasileiro não são formas não assumidas de corrupção? Quem de nós ainda não subornou o policial rodoviário? Ou não vivemos numa sociedade onde honestidade é sinônimo de burrice, de ser trouxa, etc.? E como correr o risco de ser bobo quando a sociedade competitiva premia os mais espertos, os mais egoístas, os mais ambiciosos?
A bem da verdade, o ladrão aproveita a ocasião. Quem de nós nunca foi tentado? Quem de nós não cometeu algum deslize quando se apresentou a ocasião? Quem foi tentado e não caiu em tentação? Quem conseguiu manter a coerência entre pensamento e ação, discurso e prática? Os homens são julgados por suas obras e apenas através delas é que podemos comprovar a sua capacidade de resistir à tentação. Afinal, como afirma Shakespeare (1994: 201), através de Isabel, sua personagem: "A lei não alcança os pensamentos e as intenções são meros pensamentos".
O analfabeto político demoniza a tentação da política. Seu prêmio é a ignorância. E, muitas vezes, enojados e cansados diante do espetáculo propiciado pelos governos que se sucedem, somos tentados a imitá-lo e sucumbir à rotina do cotidiano que consome nossos corpos e pensamentos e nos oferece a substância anestésica capaz de dar a ilusão da felicidade.
Bem que tentamos ficar na superfície das aparências e nos contentarmos em, como os demais animais, simplesmente consumir e reproduzir. Mas só as bestas de todo tipo não refletem sobre a sua situação no mundo. Por mais alienado que seja, o ser humano tem condições de pensar criticamente, de compreender e de projetar seu próprio futuro. Esta pequena diferença em relação aos demais animais é que o torna o único animal capaz de produzir cultura e de fazer sua própria historia.
Não basta apenas criticar os que caem em tentação, é mister superar o comodismo do analfabetismo político. Pedagogicamente, educamos pelo exemplo. Não podemos exigir ética na política ou formar uma geração cidadã, consciente dos seus direitos e deveres e capaz de assumir a defesa da justiça social, se nossos exemplos afirmam o oposto. Afinal, mesmo os ladrões têm a sua ética. O personagem shakespeareano tem razão...
PF diz que declarações de Lula Almeida são inverídicas
PF diz que declarações de Lula Almeida são inverídicas
SÃO LUÍS – A Polícia Federal divulgou nesta sexta-feira, nota de esclarecimento a respeito das declarações do ex-secretário municipal de Administração de Imperatriz, Lula Almeida, que afirmou ter sido “vítima de uma grande farsa”.
Segundo a nota, a Polícia Federal atuou em obediência à lei e somente perseguiu aquelas pessoas que infringiram as normas do Estado, dentre elas, o ex-secretário, apontado como "um dos mentores do esquema de corrupção".
Leia abaixo a nota da PF
Nota de esclarecimento
Com relação a uma nota intitulada “Lula Almeida afirma ser alvo de perseguição”, publicada no site imirante.com, no dia 19 de março, última quinta-feira, a Polícia Federal afirma que sempre atuou de acordo com a lei e perseguiu, bem como continuará a perseguir, todos aqueles que infringirem as normas do Estado.
As declarações do Sr. Lula Almeida são inverídicas, sendo até inocente a sua afirmação que o único envolvimento foi “uma licitação no valor de R$ 60 mil referente ao treinamento de 120 professores em Ribamar Fiquene”.
Afinal, todas as provas acareadas no inquérito policial apontam para a sua participação na quadrilha que fraudava as prefeituras de Ribamar Fiquene e Senador La Roque, no maranhão, sendo ele apontado como um dos mentores do esquema de corrupção.
A PF coloca-se a disposição de toda a sociedade para esclarecer qualquer dúvida com relação a esta ou qualquer outra atuação da instituição.
Comunicação Social – Superintendência de Polícia Federal no Maranhão
SÃO LUÍS – A Polícia Federal divulgou nesta sexta-feira, nota de esclarecimento a respeito das declarações do ex-secretário municipal de Administração de Imperatriz, Lula Almeida, que afirmou ter sido “vítima de uma grande farsa”.
Segundo a nota, a Polícia Federal atuou em obediência à lei e somente perseguiu aquelas pessoas que infringiram as normas do Estado, dentre elas, o ex-secretário, apontado como "um dos mentores do esquema de corrupção".
Leia abaixo a nota da PF
Nota de esclarecimento
Com relação a uma nota intitulada “Lula Almeida afirma ser alvo de perseguição”, publicada no site imirante.com, no dia 19 de março, última quinta-feira, a Polícia Federal afirma que sempre atuou de acordo com a lei e perseguiu, bem como continuará a perseguir, todos aqueles que infringirem as normas do Estado.
As declarações do Sr. Lula Almeida são inverídicas, sendo até inocente a sua afirmação que o único envolvimento foi “uma licitação no valor de R$ 60 mil referente ao treinamento de 120 professores em Ribamar Fiquene”.
Afinal, todas as provas acareadas no inquérito policial apontam para a sua participação na quadrilha que fraudava as prefeituras de Ribamar Fiquene e Senador La Roque, no maranhão, sendo ele apontado como um dos mentores do esquema de corrupção.
A PF coloca-se a disposição de toda a sociedade para esclarecer qualquer dúvida com relação a esta ou qualquer outra atuação da instituição.
Comunicação Social – Superintendência de Polícia Federal no Maranhão
Apenas 11% dos brasileiros confiam nos políticos
Apenas 11% dos brasileiros confiam nos políticos
Brasília, 27 set (EFE).- Apenas 11% dos brasileiros dizem confiar nos políticos, e a instituição que tem a melhor imagem no país é o Supremo Tribunal Federal (STF), informa uma pesquisa publicada hoje pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Segundo a pesquisa, apresentada num ato realizado na Câmara dos Deputados, 16% dos entrevistados disseram confiar nos partidos políticos, uma qualificação levemente mais alta que a de seus representantes.
A confiança nas instituições federais também é muito baixa.
O Senado Federal, instituição que abriu nestes últimos meses diversos processos com seu próprio presidente, Renan Calheiros, recebeu a confiança de 14,6% dos brasileiros.
A Câmara dos Deputados obteve uma nota inferior (12,5%), e o sistema judiciário alcançou os melhores resultados.
Dos entrevistados, 45,5% disseram confiar nos juízes, enquanto 52,7% respaldaram o STF.
Segundo o estudo, 85% dos entrevistados acreditam que a corrupção pode ser combatida, enquanto 94,3% consideram que um político processado pela Justiça não deveria poder se candidatar.
Uma grande maioria dos entrevistados (95,4%) também considerou importante a realização de uma reforma política, um assunto que está em discussão há mais de quatro anos no Congresso.
Na pesquisa, encomendada pela AMB à empresa Opinião Consultoria, foram ouvidas 2.011 pessoas de todo o país durante as primeiras três semanas de agosto. EFE
Quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela
Quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela
"O homem guiado pela ética é o melhor dos animais; quando sem ela, é o pior de todos."
(Aristóteles, 384 - 322 a.C.)
O princípio básico da democracia criado lá longe na antiga Grécia e, na era moderna meio deturpado, ensina: é o governo do povo, para o povo e pelo povo. Paralelamente a este conceito, surge a idéia de poder. "Querer é poder" é o que se ensina principalmente às crianças e aos jovens. Busquem! Lutem! Conquistem!
Os anos passam, a ciência evolui, o homem muda seus hábitos, a sociedade se transforma, mas ainda querer é poder. O poder é uma das molas propulsoras da humanidade. O homem busca o poder incessantemente. Poder da influência, da sedução, do dinheiro, do amor, da cura, o poder pessoal etc. Porém, parece ser uma máxima universal: onde há poder, há corrupção. Não importa que poder ou quanto dinheiro esteja em jogo. O poder revela uma ética escondida; às vezes não muito definida, nem praticada.
Desde o início de nossa História, a corrupção e a compra de favores foram muito utilizadas. Quem tem o poder de decisão, considera-se todo-poderoso a ponto de passar por cima de iguais (escravidão), de vender resoluções (propina, suborno) e de "subjugar" em todas as esferas, inclusive familiar (exploração da mulher e de menores). A corrupção pode ser exercida de várias maneiras, desde as mais sutis até as mais escancaradas. Ela ocorreu em todo o mundo, durante toda a história e, atualmente, talvez como nunca antes, domina o Estado brasileiro e o seu processo político-administrativo. Seria certo afirmar então que a partir da tomada de posse de qualquer cargo (público ou privado) a ética é posta de lado? Que o poder se torna tão arraigado, tão enraizado, que a pessoa já não sabe mais o que é certo e o que é errado? Enfim, que não há mais "consciência", nem "racionalidade" nas decisões?
A situação do Brasil hoje, em decorrência do seu desenvolvimento econômico, tem gerado práticas contrárias aos princípios éticos: gera desigualdades crescentes, gera injustiça, rompe laços de solidariedade, reduz ou extingue direitos, lança populações inteiras a condições indignas de sobrevivência. Tudo isso convive com situações escandalosas, como o enriquecimento ilícito de alguns, a impunidade de outros, a prosperidade da hipocrisia política de muitos etc. O poder do Estado não é absoluto. O Estado não existe em si mesmo. O Estado é formado por pessoas. Assim, o poder também não é absoluto, é delegado. Portanto, passível de corrupção.
Então, será que, para se conhecer uma pessoa de verdade, deve-se dar poder a ela? E, se afirmativo, como resolver isto?
Pensamos que é através da educação, pois ela não é apenas um valor econômico, um investimento, mas um valor humano. Por meio da educação, os povos evoluem e as populações ampliam seus valores. Hoje, talvez mais do que nunca, o Brasil vive uma crise ética, afetando não só as organizações públicas, mas também as privadas. A educação tem um papel indispensável a desempenhar no balizamento das condutas sociais e no comportamento humano. Sem educação é difícil incutir o comportamento ético na população, e sem ética um país marcha às cegas perdido em seus valores e o conceito grego de democracia fica difícil de ser entendido e praticado.
"O homem guiado pela ética é o melhor dos animais; quando sem ela, é o pior de todos."
(Aristóteles, 384 - 322 a.C.)
O princípio básico da democracia criado lá longe na antiga Grécia e, na era moderna meio deturpado, ensina: é o governo do povo, para o povo e pelo povo. Paralelamente a este conceito, surge a idéia de poder. "Querer é poder" é o que se ensina principalmente às crianças e aos jovens. Busquem! Lutem! Conquistem!
Os anos passam, a ciência evolui, o homem muda seus hábitos, a sociedade se transforma, mas ainda querer é poder. O poder é uma das molas propulsoras da humanidade. O homem busca o poder incessantemente. Poder da influência, da sedução, do dinheiro, do amor, da cura, o poder pessoal etc. Porém, parece ser uma máxima universal: onde há poder, há corrupção. Não importa que poder ou quanto dinheiro esteja em jogo. O poder revela uma ética escondida; às vezes não muito definida, nem praticada.
Desde o início de nossa História, a corrupção e a compra de favores foram muito utilizadas. Quem tem o poder de decisão, considera-se todo-poderoso a ponto de passar por cima de iguais (escravidão), de vender resoluções (propina, suborno) e de "subjugar" em todas as esferas, inclusive familiar (exploração da mulher e de menores). A corrupção pode ser exercida de várias maneiras, desde as mais sutis até as mais escancaradas. Ela ocorreu em todo o mundo, durante toda a história e, atualmente, talvez como nunca antes, domina o Estado brasileiro e o seu processo político-administrativo. Seria certo afirmar então que a partir da tomada de posse de qualquer cargo (público ou privado) a ética é posta de lado? Que o poder se torna tão arraigado, tão enraizado, que a pessoa já não sabe mais o que é certo e o que é errado? Enfim, que não há mais "consciência", nem "racionalidade" nas decisões?
A situação do Brasil hoje, em decorrência do seu desenvolvimento econômico, tem gerado práticas contrárias aos princípios éticos: gera desigualdades crescentes, gera injustiça, rompe laços de solidariedade, reduz ou extingue direitos, lança populações inteiras a condições indignas de sobrevivência. Tudo isso convive com situações escandalosas, como o enriquecimento ilícito de alguns, a impunidade de outros, a prosperidade da hipocrisia política de muitos etc. O poder do Estado não é absoluto. O Estado não existe em si mesmo. O Estado é formado por pessoas. Assim, o poder também não é absoluto, é delegado. Portanto, passível de corrupção.
Então, será que, para se conhecer uma pessoa de verdade, deve-se dar poder a ela? E, se afirmativo, como resolver isto?
Pensamos que é através da educação, pois ela não é apenas um valor econômico, um investimento, mas um valor humano. Por meio da educação, os povos evoluem e as populações ampliam seus valores. Hoje, talvez mais do que nunca, o Brasil vive uma crise ética, afetando não só as organizações públicas, mas também as privadas. A educação tem um papel indispensável a desempenhar no balizamento das condutas sociais e no comportamento humano. Sem educação é difícil incutir o comportamento ético na população, e sem ética um país marcha às cegas perdido em seus valores e o conceito grego de democracia fica difícil de ser entendido e praticado.
salve acailandia
ola
apartir de agora o povo de acailandia vai ter vez e voz ativa, sabemos que nossa cidade estar mergulhada no caos, social e administrativo, onde o valores morais nao sao respeitados, onde os administradores roubam discaradamente, pois sabem que a impunidade rola solta nesse estado nessa nacao, sabem tambem que virou moda ser corrupto nesse pais, casa de mae joana...
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